"Vê-la dançar é participar da força criadora que vibra no Cosmos; massa negra e pulsante explícita nos olhos e cabelos de Jhade.(...) Mãos se elevam em serpente e cortantes transformam em som o poder telúrico de seu ventre. Que os sons, manifestos em seu corpo, subam de encontro com o Eterno e sejam ouvidos além do tempo." (por W. Hassan)



terça-feira, 26 de Junho de 2007

Tatuagens com Henna

Aqui está um tema que acho que todas as pessoas que gostam de orientalices adoram. As tatuagens com henna.
Como a maioria de vocês deve saber, estas tatuagens podem ser feitas com dois tipos de henna: a natural (que depois fica com aquele ar acastanhado) e a preta. A henna preta não é muito aconselhável, visto poder queimar a pele e deixar marcas muito grandes e nada bonitas. Assim, para que não aconteça nenhuma desgraça convém optar pelas tatuagens de henna natural.
Há uns tempos andei à procurar lugares onde se fizessem tatuagens com henna, e encontrei uma loja que fica na travessa da boa hora no bairro alto, a sete véus. Nunca cheguei a fazer lá nenhuma mas sei que cada tatuagem fica a 15 euros.
No entanto, existe outra opção mais económica, comprarmos a henna e fazermos em casa! No martim moniz vendem henna em pó e uma já pronta. Já experimentei as duas e a em pó é francamente melhor. Contudo, no site "tatuagens com henna" que encontram aqui mesmo ao lado na nossa lista de links, podem pedir uma amostra de henna. Eles enviam para casa e ainda dá para muitas vezes, não é nenhuma daquelas amostras minúsculas. Já recebi a minha amostra e já usei e tenho-vos a dizer que...não tem nada nada nada nada a ver com a do martim moniz. A tatuagem ficou muito mais escura, ficou aquele castanho mesmo que se vê nas fotos, fiquei fã!!!

Agora vou ensinar-vos os truques para preparar a pasta:

1 - misturar a henna com sumo de limão

2 - colocar um pouco de óleo de eucalipto

3 - um pouco de chá preto para puxar mais a cor
4 - deixar a henna repousar, devidamente tapada, pelo menos 24h


Ok, agora já temos a pasta então e os desenhos? se forem todas como eu que tenho um jeitinho para desenhar que uma cobra às vezes até parece um elefante....

Bom, encontrei este site http://oum_abdulaziz.tripod.com/henna.htm que tem uma variedade infinita de desenhos muito giros.

Para fazer o desenho existem uns utensílios específicos, que vêm com vários bicos para fazer os traços mais finos ou mais grossos, mas adivinhem, são caros. Eu, por exemplo, uso um palito e uma seringa (sem agulha) para desenhar.
Depois de pronto o desenho a henna tem que ficar pelo menos 5 horas na pele, quanto mais tempo estiver em contacto com a pele mais escura fica a tatuagem.
Passadas as 5 ou mais horas, é só lavar e magia, aí está a henna que vai durar pelo menos uma semana.



domingo, 17 de Junho de 2007

SALDOSS


Pois é, pelos vistos os saldos também chegam à roupa das odaliscas. A isis exchange está com uma promoção muito boa, com fatos que custavam 400$ a 199,99$, o que fica, o fato completo (saia incluído e véu) em menos de 150 euros. Passem por lá, é um mais bonito que o outro, www.isisexchange.com

quinta-feira, 14 de Junho de 2007

Roupa para odaliscas

A partir do momento que começamos a praticar dança do ventre damo-nos conta que aqueles fatos lindos e maravilhosos, são na maior parte das vezes difíceis de encontrar em Portugal e quando os encontramos, são tão caros que até doi.

A solução que acabamos por encontrar é usar a cabeçinha e dar asas à criatividade. Juntamos uma peçinha oriental aqui com outra ali e xarannn, odaliscas improvisadas. Mas o que eu vos venho propôr hoje vai além da junção de roupas. Vamos dar ao dedal e fazer os nossos próprios fatos! Escolhemos uma cor que gostamos, compramos os tecidos as missangas, as lantejoulas, os apliques e colocamos mãos à obra!

Soutien
A escolha do soutien certo é o primeiro passo para a nossa obra de arte! Este deve ser suave e não deve prender os músculos do peito de modo a não travar o movimento. Outro aspecto a ter em atenção é que o soutien não deve subir na parte de trás, como o da foto. Eu recomendo aqueles soutiens que se prendem ao pescoço.
Depois de escolhido o soutien chegamos a uma fase de decisão. É recomendável retirar do soutien todas as partes elásticas, para que o mesmo dure mais,. No entanto, algumas pessoas não se sentem confortáveis se o soutien não esticar, por isso aqui é uma questão opinião pessoal, de escolher aquilo com que achamos que nos vamos sentir mais confortáveis.
Escolha feita chegou a altura de forrarmos o soutien com o nosso tecido. Convém escolher um tecido que seja fácil de moldar ao soutien, existem por aí uns tecidos brilhantes muito giros que, como são elásticos, tornam fácil a adaptação ao soutien. Se optaram por não retirar as partes elásticas do soutien não se esqueçam de deixar um pouco de tecido, tal como podem ver na foto, para quando o soutien esticar.
Etapa três completa, vamos passar à decoração. Eu acho que esta parte deve ser a mais gira, é dar largas à imaginação, cozer umas peças aqui outras ali, fazer uns fios com missangas e contas, usar a imaginação, et voilá!


O Cinto
Para o cinto podem usar um material que existe aí nas retrosarias que se chama ou metaborrão ou entretela!(foram os nomes que a minha mãe me deu) É um tecido duro que se usa mesmo para fazer cintos, colarinhos de camisas, e existe um género que é autocolante, o que facilita e muito o trabalho de andar a cozer! Como fica escondida por baixo do tecido com que vamos forrar, podemos desenhar o formato do cinto e depois recortar. Depois de forrado com o tecido é decorar novamente a nosso gosto.
AH... não se esqueçam de dar folga ao cinto para ter a saia por baixo, embora não pareça a saia ainda aumenta e muito o volume.
Na foto encontram algumas sugestões de formatos para o cinto








A Saia
O tecido da saia é ao gosto de cada uma. O cetim e o chifon são os mais utilizados e para as saias rodadas o tamanho ideal são 4,5metros.
As saias são o mais fácil de fazer, no entanto, na minha opinião é mais fácil comprar uma já feita porque o preço sai quase ao mesmo que se comprarmos o tecido e há por aí umas muito giras.

Espero que este post seja útil. Agora é só colocar mãos à obra meninas e se alguém se meter nestes trabalhos quero ver o resultado final ;).




quarta-feira, 13 de Junho de 2007

Odaliscas no Areeiro




Pois é, depois de muito treino, está quaseee quaseee quaseeee!!
Dia 23, de sábado a 8 dias, às 20.30h vamos dançar no Sarau do nosso ginásio, o Clube Atlético de Alvalade.
O espectáculo vai decorrer no Pavilhão do Complexo Desportivo Municipal do Casal Vistoso e estamos todas ansiosas para que chegue o dia.
Para quem estiver interessado em ir os bilhetes custam 5 euros e estão à venda na recepção do Clube, que fica ali perto da avenida da igreja em alvalade.

terça-feira, 12 de Junho de 2007

Cursos Intensivos de Verão

CURSO INTENSIVO DE DANÇA ORIENTAL com ELSA SHAM'S

2, 3 e 5 de Julho - 2ª, 3 ª e 5ª - 19h30 - 22h30

Curso Intensivo de 9 horas.
Várias técnicas de dança oriental, acessórios.

Elsa Sham's
começou o seu percurso pelas danças do mundo no festival internacional de danças populares «Andanças». A partir de então nunca mais abandonou esta actividade e desde 2001 tem leccionado e apresentado diferentes trabalhos nesse mesmo festival.
Neste momento dedica-se à prática de vários estilos de dança, desde as tradicionais (Cabo Verde e Angola) e tribais africanas, até às ciganas, como o flamenco, passando pelas sevilhanas, a salsa, o tango argentino, o sapateado americano, as europeias e o movimento contemporâneo. Estas diferentes expressões têm-lhe permitido aprofundar os seus conhecimentos de outras culturas e da linguagem corporal humana, o que complementa também com o estudo do Ioga. No entanto, é na dança oriental que se especializa para dar expressão à sua essência física e espiritual. Iniciou o estudo deste estilo de dança com Prisca Diedrich, figura essencial no desenvolvimento da sua criatividade. Posteriormente ampliou os seus conhecimentos técnicos com outros professores europeus, americanos e árabes. Tem viajado frequentemente por Marrocos visando descobrir o povo, os rituais e o significado associados a esta dança milenar.
Foi convidada a leccionar em 2001, profissionalizando-se desde então na dança oriental, bem como na dança africana, como bailarina e coreógrafa. Elsa desempenha ainda a actividade de organizadora de eventos, tais como festas, espectáculos, jantares temáticos e viagens a Marrocos, com o elemento da dança sempre presente.



Curso Intensivo de DANÇA ORIENTAL com MOHAMED ELMASSERI (Egipto)
1 - 14 de Agosto 2007 2ª a 6ª feira
Turma I: 18h00-19h15
Turma II: 19h30-20h45
Turma III: 21h00-22h15

Os cursos intensivos de verão do professor egípcio Mohamed Elmasseri, são organizados há 6 anos na Escola 1001Danças, atraindo cada vez mais pessoas que durante duas semanas querem explorar as técnicas de dança oriental, aprender a trabalhar com adereços e trabalhar coreografias. É um tradicional ponto de encontro de dezenas de adeptas desta dança.

Como já vem a ser hábito, também este ano existem 3 horários à escolha e quem fizer a inscrição até 30 de Junho beneficia ainda de um desconto de 10%.
Cada uma das três turmas vai preparar uma coreografia, que vai ser apresentada no dia 14 de Agosto num espectáculo de final de curso.

Preço: 90€ (10% desconto até 30 de Junho)

Mohamed Elmasseri
Conhecido Bailarino, Professor, Coreógrafo e Director Artístico. Pratica e lecciona dança há quase 20 anos.
Iniciou a sua formação em 1980, com 9 anos, na escola Mahat Ballet do Cairo, onde foi acompanhado por grandes nomes egípcios do Ballet Clássico, tal como a Drª Magda Haze, o DrºHazemate Yaya, o Drº Gamal Sale, e o Drº Yaya AbdelTaweb. Em 1989 entrou para a "Escola de Redda" também no Cairo, escola especializada na Dança Folclórica, assim como na técnica da representação associada à dança folclórica.
Trabalhou e leccionou nos lugares mais conceituados no Egipto, nomeadamente na Ópera do Egipto, na Televisão Egípcia, assim como em diversas companhias de Teatro.
Especializa-se em Dança Folclórica de todo o Egipto; desde o Saidi de Luxor, Assuão e outras regiões, passando pela Dança Núbia, do sul, Skandaram da Alexandria no Norte, Dança Tanta, Dança Faraónica, Dança Libanesa, entre outras. Em 1996 formou o grupo de dança Elmasseri Group no Cairo, com o qual realizou vários espectáculos na Alemanha, Itália e Canadá.
Há quase 8 anos que lecciona dança oriental em Portugal. Em 2002 deu novamente vida ao Elmasseri Group, actualmente constituído por 20 bailarinas. Participa em vários eventos importantes a nível nacional como a FIL, em espectáculos de dança a nível nacional, em programas de televisão e dá workshops em várias zonas do país.

sábado, 9 de Junho de 2007

Workshop dias 16 e 17 de Junho com Mohamed Elmasseri

Odaliscas, Workshop com o Mohamed Elmasseri à vista! Dias 16 e 17 de Junho das 17h às 19.30h, ainda não sei preços mas não costumam ser caros.

Aqui vai o programa das festas:

* Técnica de Dança Oriental
* Dança Saidi
É uma das danças mais alegres, caracterizada por movimentos com saltinhos e gingadas, além dos muitos movimentos com o bastão - giros, batidas, contornos, etc. O Saidi provavelmente surgiu como forma de paródia de uma outra dança do Saidi, chamada Tahtib, que é uma arte marcial masculina. As mulheres deram ao Saidi graciosidade e charme.
* Dança Ghawazee
ou Dança do Sahara, praticada pelas famosas Ghawazee do Egipto. Tornou-se costume para estas bailarinas dançarem com um bastão, mas de um modo muito mais delicado do que quando eram utilizados pelos homens. Podem equilibrar o bastão, segurá-lo e fazer “Shimis”, assim como girá-lo acima e abaixo do nível da cabeça. Esta Dança pertence à nova tradição folclórica, e as Ghawazee dançam-na com trajes bem folclóricos, pintura tribal no rosto, turbantes e lenços amarrados à cabeça, e músicas tradicionais.

segunda-feira, 4 de Junho de 2007

Dançattitude

Pois é Odaliscas de Portugal!!FINALMENTEEEEEE abriu uma loja com artigos de dança oriental (além da do ateneu, claro). Na rua Dona Estefânea nº83 abriu uma loja quase só com roupa para dança do ventre. Estive lá hoje e, além do empregado ser super simpático e não se importar de tirar tudo dos sacos e mostrar, tem coisas muito giras. Pronto, eu confesso....o meu preferido custava 250 euros mas era um fato lindo de morrer, saia e soutien azul turquesa.....lindo lindo lindo!
Mas nem tudo custa estas fortunas, tem conjuntos de cinto e soutien a 84 euros, depois tem iguais aquele meu e da Shirin da borboleta a 34 euros, o preto e dourado é lindo de morrer!
As saias......são lindíssimas!
Enfim, perdi-me no meio de tanta coisa, temos que combinar lá irmos todas! O que acham?

Os Ritmos

Há muito tempo que andávamos para fazer este post e aqui está ele, finalmente!
Como vão poder verificar, são vários os ritmos que enriquecem a dança oriental. Este nosso post vai servir para dar a conhecer cada um deles, para que fiquemos todas a conhecer um pouco melhor aquilo que fazemos e adoramos.

Ayyub
É um ritmo 2/4 simples e rápido, usado para acelerar uma performance. Encaixa bem com outros ritmos e é geralmente utilizado para "acentuar" outro ritmo. Não é executado durante tempos muito longos, pois torna-se monótono.

Baladi
O Baladi é um ritmo inserido no grupo dos derivados do Maqsum. O Maqsum Simples é a base de muitos ritmos e é especialmente importante na música egípcia. Utilizando um compasso DT-TD-D (TAK que é uma batida aguda, diferente do DUM, que é uma batida grave), este ritmo é uma versão folclórica do significado da terra, do campo e envolve no Egipto um pouco de regionalismo Maqsum, caracterizado pelos familiares dois Dums que lideram a frase. O Dum duplo tende a submergir quando há acompanhamento melódico. Por esta razão, às vezes, pode não ser ouvido de imediato, utilizando-se assim uma versão simples de Maqsum como base. Existem inúmeras variações do Baladi, e algumas possuem um nome próprio, como por exemplo o Masmoudi Saghir (Masmoudi "pela metade"). Alguns músicos afirmam que o Baladi é, na verdade, uma versão folclórica do Maqsoum. Geralmente a bailarina usa um vestido e um lenço de moedas à volta das ancas e outro lenço na cabeça.D - D - t k t - D - t k t

Chiftitelli
Ritmo 8/4, que é executado lentamente (comparando-o ao Baladi, por exemplo).
O ritmo chiftitelli pode ser executado de 2 modos: rápido, ou lento. O primeiro é dançado por casais, grupos e bailarinas que gostam de música turca. O segundo é utilizado também pelas bailarinas no trabalho de chão, equilíbrio, ou ondulações.

El Zaffa
Ritmo 4/4 egípcio utilizado em cerimónias de casamento. Dançarinos e músicos (tocando MAZHAR E DAFF) acompanham o casal de noivos, na entrada e na saída da cerimónia.

Fallahi
Dança dos camponeses. É um ritmo 2/4. Utilizam-se, nesta dança, potes, ou Doffs. As mulheres vestem vestidos de motivos florais e colocam na cabeça lenços com pompons.

Karachi
Ritmo 2/4, rápido, amplamente utilizado no Egipto e no norte de África (apesar de não ser um ritmo egípcio). Este não é um ritmo comum, porque começa com um TAK.

Malfuf
Ritmo 2/4 egípcio bastante utilizado na Dança do Ventre, sobretudo nas entradas e saídas do palco.

Maqsoum
Maqsoum é um ritmo 4/4 amplamente utilizado no Egipto que significa "cortado ao meio". Possui duas variações, uma rápida (normal) e uma lenta. Quando é tocado da forma mais lenta, torna-se uma variação de Masmoudi.

Masmoudi
Ritmo 8/4 egípcio que possui duas partes, cada uma com 4 tempos. O Masmoudi Kebir (Kebir = grande) é também chamado "Masmoudi de Guerra", devido à sua cadência agressiva distinguindo-se assim do Masmoudi Saghir.

Saaid
Originalmente chamado de Raks Al Assaya, o Saaid é um ritmo 4/4, originário de El Saaid, no Alto Egipto. É um ritmo utilizado para a Dança da Bengala (ou Dança do Bastão), muito praticada pelas mulheres egípcias (às vezes acompanhadas de homens, executando movimentos masculinos), onde são utilizadas bengalas ou longos bastões. Ela é uma referência a uma dança marcial masculina chamada Tahtib.

Samaai
Ritmo amplamente utilizado na música clássica egípcia. Possui uma sequência de três partes: uma com 3 tempos, uma com 4 tempos e uma com 3 tempos. Juntas, compõem um ritmo 10/8 utilizado nas composições chamadas Samaaiat.

Soudi
Ritmo utilizado para o Khalij (dança folclórica do Golfo Pérsico).

Taqsim
É uma improvisação que não possui ritmo ou estrutura definidos. Pode representar o solo de um determinado instrumentista dentro de uma composição, ou mesmo constituir a própria composição. É tocado sem instrumentos de percussão e frequentemente por um só instrumento. Tradicionalmente, é utilizado para fazer a parte lenta de uma música. O músico está livre para fazer o que quiser, favorecendo um momento especial de expressão pessoal.

Vals
Ritmo 3/4 utilizado na música egípcia e também na música ocidental.

Zaar
Ritmo 2/4. A dança egípcia Zaar é realizada para afastar maus espíritos. São feitas oferendas de caças, carneiros, cabras, novilhos ou camelos jovens, num tipo de ritual.

Solo de Percussão
Um solo reunindo variados ritmos árabes no qual, entre os instrumentos de percussão, destaca-se o Derbak.